quarta-feira, 28 de maio de 2008

Leão sai, não se sabe quem vem, MT fica e a gente se fode...

E ontem a bomba: Leão se demite. Confesso que na hora em que soube fiquei passada. Até achava que os dias dele estavam contados no Santos, mas nem se passou pela minha cabeça que ele mesmo pediria para sair.

Alguns posts atrás pedi a cabeça do técnico, é verdade. E por bons motivos, na minha concepção. Mas ele melhorou com o tempo e, apesar de considerar que ainda cometia bastantes erros - vide último jogo -, também sei reconhecer os acertos. Afinal, de time desacreditado o Santos passou a concorrente a uma vaga na semi-final da Libertadores. De candidato a rebaixamento no Paulistão, pulou para as primeiras colocações e quase conseguiu uma vaga na semi. Feitos, se levarmos em conta as limitações do elenco.

E a gente se acostuma com o estilo do técnico, sabe o que esperar dele, da sua capacidade. É um baita susto saber que ele se foi no início do campeonato nacional. É mais por essa razão que eu fico temerosa.

O Santos só tem pedreira pela frente, a começar pelo São Paulo neste domingo, na Vila. Os times vêm de uma desclassificação na Libertadores e resultados ruins no Brasileirão (Santos perdeu do Cruzeiro de 4x0 e São Paulo não saiu do 1x1 com o Coritiba em casa). Ou seja: o jogo será duro. E se teremos a vantagem de jogar no Alçapão, nosso lar, eles virão de uma situação mais tranquila, sem o sobressalto de ter perdido o técnico no meio da semana.

Além disso, não há bons técnicos no mercado, todos estão empregados. E quantos deles aceitariam trocar seus clubes para treinar um time cuja diretoria não oferece reforços?

Os nomes cotados são Cuca, do Botafogo, e Muricy, do São Paulo. Cuca talvez caia hoje, caso o Bota não vença o Corinthians na Copa do Brasil. Muricy pode cair domingo se os tricolor perder para o Santos. Caso nenhuma das duas situações aconteça, quem vem?

Fica a perunta. E esperemos por mais um episódio da saga "Marcelo Teixeira fode o Santos (e engorda sua conta bancária)".

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Tristeza

Feriado = distância da internet. Mas aqui está a segundona para me trazer de volta à realidade.
Quinta passada estive na Vila. Cheguei cedo e fui ao bar fazer festa acompanhada dos meus fiéis companheiros de jogos (Caio, meu irmão, Bárbara, sua namorada, e Will, amigo santista do peito) e de outros santistas. Todos otimistas com a virada. E a cada garrafa de cerveja quebrada – foram 3 –, contávamos um gol a nosso favor.
Engraçado como otimismo não combina com intuição, sentido que tenho aguçado, apesar de às vezes desejar que ele ficasse calado. Na hora em que entrei no sagrado Urbano Caldeira senti algo errado. Ignorei o sentimento, pois acreditava na virada, mas ele continuou lá. Especialmente após o início do jogo, quando notei que o Santos não era incisivo. E não foi de fato. Até atacou e guerreou, sem, entretanto, demonstrar sede de vitória.
O Santos claramente tinha time para ganhar. E tinha uma torcida com mais de 20 mil pessoas a seu favor. De novo não cabia uma agulha na Vila, o que na arquibancada foi muitas vezes motivo de tensão. Ainda assim, nada de gol. Destaque para Kléber Pereira, apagado. Ele me pareceu pouco disposto a fazer gol no antigo time, aquele mesmo a quem prometeu vingança antes dos confrontos.
Marcamos apenas um, único momento do jogo em que chorei. Um misto de choro e riso, na verdade. Era como se eu não acreditasse, uma espécie de “cala a boca, intuição, agora vai!”. Só que não foi.
Um gol não era o suficiente. Teria sido não fosse o grotesco erro de arbitragem do jogo anterior. E aqui cabe um comentário. Logo depois daquela partida, Leão procurou o bandeirinha responsável pela marcação do impedimento inexistente. O cara assumiu que errou e pediu desculpas. Pediu desculpas? Como se pede perdão a milhões de torcedores que vêm seus sonhos frustrados? Não basta, deveria haver mais rigor. Punição, anulação da anulação. Se os seres humanos são passíveis de erro, porque não criar mecanismos que permitam corrigi-los? A coisa foi feia para o Santos nesta Libertadores. Fomos claramente prejudicados em mais de uma oportunidade e todo mundo saiu incólume, exceto a própria vítima.
Mas, como já diz o ditado, o que não tem remédio remediado está. O tri não vai ser desta vez, ao menos não na Libertadores. Vamos ver como fica a chance para o tri no Brasileiro. Sem reforços, a missão parece difícil.

E ontem no Mineirão foi vexame. O time até começou bem, fazendo um primeiro tempo equilibrado, apesar do primeiro gol cruzeirense. Conseguimos atacar e Molina até perdeu um gol. O show de horrores ficou por conta da zaga, visivelmente perdida. Toda hora fazia linha de impedimento, que não ocorria e deixava os jogadores cruzeirenses cara a cara com Fábio Costa. Ainda bem que temos a Muralha, melhor jogador em campo ontem.
No segundo tempo a coisa desandou de vez. Na minha humilde e passional opinião, Leão mexeu mal. Lima não jogou nada na primeira etapa e perdeu mais passes que acertou. Parecia-me a alteração óbvia. Mas Leão sacou Molina para a entrada de Wesley e aí perdemos o meio campo. Em vez de o time ficar mais ofensivo, como pretendia o técnico, a bola parou de chegar à frente.
Para consertar, ele tirou o Lima e colocou o Trípodi. É aqui que a gente vê como nosso banco é fraco. O argentino é raçudo, mas pouco efetivo. Depois saiu Marcinho Guerreiro e entrou Tabata. (¬¬ - sem comentários).
Quatro a zero Cruzeiro. E nem sei mais o que dizer sobre essa partida. Acho que o resultado fala por si só.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Basta!

Estarei lá de costas viradas e vaiando. E vamo que vamo.

Amanhã o América vai saber o que é estar num caldeirão fumegante, num inferno!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Por que no te calas?

Não vou comentar sobre o jogo da última quinta. Já foi, é passado. Além do mais, seria chover no molhado. Tudo já foi dito.

Quero comentar neste post duas coisas:

1) O tratamento dado ao Santos pela imprensa.
2) Maradona e sua bocarra.

1) Domingão o Santos venceu o Ipatinga por 4x0, com três gols de Kléber Pereira, que assumiu a artilharia do Campeonato Brasileiro. Deu na imprensa no dia seguinte? Deu, mas de maneira muito insossa. Se fosse o Corinthians, com certeza a notícia seria a manchete do Globo Esporte. Se fosse o Adriano marcando três gols, ele seria chamado de Imperador. Aliás, porque ele e não Kléber Pereira está na seleção? Algo a ver com a Nike?

Citei um programa da Globo, mas o problema se estende às demais publicações, impressas, televisivas ou radiofônicas. Esse foi inclusive um dos temas debatidos por Mano Brown, outro santista de coração, com o Benja no programa que o jornalista mantém na TV Lance.

Querem excluir o Santos da capital, querem rebaixá-lo. A pergunta que não quer calar é por quê? A quem o Santos incomoda?

Audiência não é desculpa. De acordo com o Ibope, no Brasileirão do ano passado o segundo lugar de audiência da Globo coube ao Santos, que só perdeu para o São Paulo. Na Band, o Santos foi líder.

Não sei a quem culpar na mídia, mas no próprio clube há quem tenha sua parcela de culpa. A diretoria, claro. Porque insiste, como bem disse Mano Brown, em tratar como municipal um time mundial. Se a própria diretoria não dá à história do Santos o devido peso, como exigir que outros o façam? Nessas horas pego o calendário e conto quantos dias faltam para o fim da atual gestão, torcendo para que na próxima eleição a oposição seja eleita. Faço figas!

2) Maradona continua se achando melhor que o Pelé. Alguém avisa? O cara foi um puta jogador? Ok, foi. Melhor que o Deus do futebol? Nunca! E quero saber quem no mundo, além dos argentinos, concorda com ele. Maradona teria tudo para ser um cara legal. Ele gosta do Che, é simpatizante de Cuba e do Fidel. Mas não dá. É muita arrogância para uma pessoa só.

E até quinta-feira. Inferno no alçapão!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Agüenta coração!

Hoje é dia de sofrer. E sofro mesmo. Suo frio, passo mal, acabo com as unhas, sorrio e chóro. Somente o futebol tem a capacidade de me despertar emoções tão intensas e ao mesmo tempo. É muito mais que um esporte.

E o Santos muito mais que um clube. É o meu amor primeiro, o motivo de todo o meu riso, de minhas lágrimas e emoção. E essa é a razão de eu sofrer tanto.

Como sei que vou sofrer hoje. Sofrer porque o meu Peixe está nas quartas da competição mais importante da América. Porque o jogo, o primeiro confronto, é na casa do adversário, com o fator altitude somado à falta de umidade. Porque vencer ou perder de pouco significa alívio para jogar aqui. Mas perder de muito significa necessidade de superação (mais uma vez).

Já me disseram "pára com isso, é só um jogo". Não, não é. E não quero parar. Porque esse sofrimento todo é recompensado. Nem sempre, é claro, mas muitas vezes sim. Com um gol importante, uma vitória, um título. E a emoção nessa hora é tanta que não dá para explicar com palavras. Abdicar de sentí-la seria o mesmo que abdicar de viver.

Santos, a você todo o meu amor. Vai pra cima deles, vai com determinação. Tu que es o glorioso. Visto seu manto com amor e emoção.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Te cuida, América. KP está puto e quer vingança

Em 2006, o América do México emprestou Kléber Pereira ao Necaxa, tirando-o da disputa do Mundial de Clubes após ter sido um de seus destaques na conquista da Concacaf. A iniciativa foi um ato de vingança pela pressão que o jogador exerceu para ser negociado com um time do Catar. Kléber Pereira ficou puto. E isso foi e será ótimo para o Santos.

Foi porque seu descontentamento resultou na saída do México - que KP considera seu segundo país - para vir ao Brasil defender o Peixe. Será porque KP quer dar o troco e pretende fazê-lo em campo, eliminando o América da Libertadores.

Alguém duvida da capacidade de Kléber Pereira? Eu não. E espero que a sede de vingança coloque o demônio em seu corpo nesta quinta-feira. E no jogo seguinte.

Além desse fator, conta ponto para a classificação do Santos o retrospecto. O time eliminou esse mesmo América nas quartas de final da Libertadores de 2007.

A situação era diferente, é verdade. Em 2007 o América disputou um dos jogos com o time reserva porque estava na final do campeonato mexicano. Mas neste ano o time está mal, sendo o último colocado dessa competição.

Analisando, se em 2007 não trombar os titulares ajudou, neste ano os titulares são piores, porém estão mais focados na Libertadores. Ninguém acredita em jogo fácil, ainda mais se tratando da competição sul-americana.

E quem disse que tem que ser fácil? Estamos falando do Santos, time que sua, sofre, luta e cala a boca de quem se esquece que seu manto é sagrado e respeitado no mundo todo. Manto que pesa muito mais que qualquer elenco fraco. E o atual elenco, apesar de limitado, tem a cara da Libertadores. É por isso que eu confio na classificação.

Vai pra cima deles Santos!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Já era de se esperar

Perdeu e não estou nem aí. Porque já esperava. Por isso o comentário sobre a partida de ontem vai se resumir à escalação:

Douglas; Filipe Souza (Evaldo), Domingos, Marcelo e Carlinhos; Adoniram, Adriano, Hudson (Vítor Junior) e Paulo Henrique (Moraes); Wesley e Lima

Foco na Libertadores. Vamos ser tri Santos!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

(Quase) Perfeito


E não deu nem pro cheiro ontem, em Cúcuta. O time da casa se abriu todinho devido ao desespero de ter que fazer 3 gols para se classificar. Aí o Santos dominou nos 90 minutos e terminou a partida com 2 gols x 0.

Marcou bem e atacou bem. Só não foi perfeito porque, para variar, perdeu muitos gols. Dava para sair da Colômbia com uma goleada.

Mas ok, a obrigação de ganhar era toda do Cúcuta e o Santos levou mais uma partida. Isso serve para calar a boca dos "especilistas" de futebol que comentaram no início da competição que o Santos não passaria nem da fase de grupos.

Já estão até chamando o Peixe de zebra, do que discordo. Como torcedora, de fato cheguei a sentir medo de que o Santos não se classificasse. O time estava mal no paulista, com uma série de problemas no elenco. Os "especialistas", no entanto, deveriam ter analisado mais racionalmente e levado em conta que mesmo sem o melhor elenco, o Santos sempre é concorrente a vaga na Libertadores. Simplesmente porque tem camisa e na competição sul-americana camisa pesa. Fora o retrospecto.

Agora é pensar no America do México, o mesmo time que pegamos nas quartas do ano passado. E o mesmo time que revoltou o Kléber Pereira, que promete vingança. Se jogar tudo o que sabe, tenho certeza de que para os mexicanos haverá sofrimento.

Até porque agora KP não está sozinho. Tem ao seu lado Lima, que ontem marcou seu segundo gol em seu segundo jogo! E o grande Molina, que come a bola, Kléber e seus passes e cruzamentos açucarados, Rodrigo Souto e sua habilidade.

Só me resta esperar pelos próximos jogos para ficar rouca de cantar "Ô, vamos ser ti Santos, vamos ser tri Santos, vamos ser tri Santos"!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

\o/


Escalação do Peixe para hoje: Fábio Costa, Betão, Fabão, Marcelo e Kléber; Adriano, Marcinho Guerreiro, Rodrigo Souto e Molina; Lima e Kléber Pereira


É isso, Molina joga. Molina + 10!


(até chupando o dedo ele é gato. jesus!)


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Corrigindo...

Parece que não vai ter retranca não. Estou com eles e não abro. Kleber Pereira é o cara.

E o Lima, que esqueci de citar no post anterior, parece que vai dar trabalho. Logo na estréia marcou um.

Vai pra cima deles Santos!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Reativando


Enquanto não consigo meu endereço de blog no Santista Roxo, vou escrevendo por aqui mesmo, agora como oficialmente sócia-torcedora. Estou contribuindo para engordar a conta bancária do Marcelo Teixeira? Talvez. Mas ele não é eterno no Santos - assim espero - e sinto orgulho de fazer parte do clube.


Quinta-feira tem jogão na Colômbia. Leão diz que vai retrancar, e deve fazer isso mesmo se considerarmos que para o lugar do Wesley ele escalou o Adriano. Ok, não há no elenco quem possa substituir o moleque, que está jogando muita bola e correndo demais. Culpa da inexperiência. Quem mandou chutar a bola no adversário quando estava ganhando o jogo? Nem perdendo, né?


Culpa da diretoria também, que não faz boas contratações para termos um banco à altura do time titular - que também não é nenhum supra sumo. Mas esse assunto já é comentado por meio mundo... vou deixar para outros baterem na tecla.


A questão é: sem Wesley, podendo perder por até 1x0 (sem fazer nenhum gol), a solução é retrancar? Nunca fui fã da retranca, é verdade. A tática, no entanto, é atraente em dadas cisrcunstâncias. E o jogo de quinta apresenta-as todas. Ainda assim fico ressabiada...


A defesa do Santos é frágil. Domingos e Fabão batem cabeça, marcam o mesmo jogador, fazem trapalhadas e assustam nas bolas aéreas (quase morro do coração a cada escanteio batido pelo time adversário). Não que fizesse grande diferença, mas não dá para contar com o Betão como um terceiro zagueiro, já que ele está sendo improvidado na lateral direita - onde, na minha opinião, tem se saído bem. Marcinho Guerreiro tem sido isso mesmo, guerreiro, mas é limitado. E corremos o risco de ficar sem Molina (taí a foto dele como colírio para os olhos, ai, ai), o que empobreceria a habilidade de puxar contra-ataques.


Fora que sempre conta o fator psicológico. Não sei o que acontece com o Santos, mas o time constantemente tem a tendência de diminuir o ritmo e se encostar na vantagem numérica, mesmo quando ela não é exatamente tão boa. Um exemplo foi o jogo passado. O time claramente ficou mais lento e meno incisivo após fazer o primeiro gol. Um golzinho não valia tanto. Aliás, valia menos ainda se o Cúcuta fizesse o seu. E esse encosto todo com a Vila lotadassa. Nunca havia ido a um estádio tão cheio!


Voltando ao assunto principal e resumindo a missa, ainda estou incerta se o melhor é mesmo jogar no contra-ataque, apesar de a idéia não ser má. O Cúcuta vai ter que vir para cima e isso significa abrir atrás. E se o Santos fizer um gol, melhor ainda, porque aí o Cúcuta tem que fazer quatro.


Vou confiar - sempre com uma pulguinha atrás da orelha - no Leão Clodô. Até porque ele tem merecido. Parece que o time, apesar dos pesares, entrou nos eixos. E de uma coisa não duvido um minuto sequer: passaremos para as quartas!


Ô, vamos ser tri Santos!