quinta-feira, 10 de julho de 2008

Bomba no CT, jogo contra o Grêmio, reunião da resgate...

Hoje rolou ameaça de bomba no CT do Santos. Encontraram no local dois cilindros parecidos com dinamites e ligados por fio. A polícia descobriu que se tratavam na verdade de canos de PVC cheios de pedra e preferiu não relacionar o incidente com a má fase do clube no campeonato. Ahan... E eu aqui me perguntando porque não colocaram uma bomba, mas de verdade, no escritório do MT. Se bem que ele vai tão pouco lá que ia sobrar só para os inocentes.

Falando sério, é óbvio que a falsa-bomba tem ligação com o momento do time. Estamos na zona de rebaixamento e não vencemos uma partida há oito jogos. Ontem não foi diferente. Só conseguimos um empate em plena Vila lotada e o primeiro gol nem foi nosso. É natural que bata um certo desespero, mas esse tipo de ameaça é estúpido. Esse tipo de atitude não tem qualquer efeito positivo. Ao contrário, pressiona ainda mais jogadores que já estão na linha de tiro.

Não vou fazer análises táticas sobre o jogo. Outros já o fizeram e com certeza com muito mais maestria. Então vou colocar minha opinião de torcedora, aquela guiada quase que unicamente pela emoção. O Santos melhorou. Maikon e Michael foram agradáveis surpresas. Kléber no meio com a 10 funcionou no primeiro tempo, mas ficou recuado no segundo. Kléber Pereira amargando banco? Nunca pensei que fosse ver isso. Aconteceu e talvez tenha sido bom para ele perceber que não é intocável. No entanto, falta alguém para substituí-lo à altura. Lima não é o cara para isso.

Tiago Luis é bom, mas anda fominha demais. Falta um puxão de orelha. Molina definitivamente precisa jogar como meia-atacante e Wesley não acrescentou nada ao jogo. A zaga é que está foda. Mais uma vez falha dos beques no gol adversário. Cuca desta vez alterou bem, mas poderia ter mexido no esquema tático ou trocado jogadores de posição quando o rendimento caiu no segundo tempo.

Críticas ou elogios à parte, acredito que com todos os reforços à disposição e com a realização de mais jogos engrenaremos e subiremos na tabela. Se nossa diretoria fosse competente, teria feito um planejamento e não precisaríamos sofrer tanto neste início de campeonato.

Ponto negativo, no entanto, para parte da torcida. A Vila estava lotada, é verdade, mas tem gente que parece peso morto, não empurra o time. Como não consegui ficar perto da Jovem não pude cantar o tempo todo, como acho necessário, porque as palavras morriam nos torcedores entre nós. Além disso, irritei-me bastante com os corneteiros. Meu deus, como tem corneta neste mundo. E o pior: eles não param de falar, como se suas opiniões importassem para mais alguém. Cantar o nome do time, as músicas de incentivo nada, mas para xingar, falar pro jogador assinar rescisão, nem precisa pedir. Ódio!

Mudando de assunto... A reunião da Resgate desta última segunda-feira foi boa. Deu para entender a situação da chapa, seus propósitos, como anda a política(lha) no clube, enfim, a situação que permeia a atual gestão e as próximas eleições. O cenário que se desenha não é muito otimista, mas com trabalho de formiguinha talvez consigamos virar a mesa em 2011. É, 2011, porque a próxima, para nosso desespero, deve ser do MT de novo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Dá-lhe Santos!

E viva a LDU!

E dia 07/07, segunda que vem, tem reunião da Resgate. Já confirmei presença! É hora de lutar por mudanças naquele que é minha razão de viver, o Santos Futebol Clube. Maior amor não há, então nada mais justo que dedicar tempo e esforço para tirá-lo da lama.

Não poderia deixar de parabenizar os juniores pelo troféu conquistado no primeiro Torneio Internacional de Futebol Júnior - Porto Seguro Cup em cima do Bahia, no último dia 29. Aê, molecada, bota pra foder!

Sem mais, dá-lhe Peixe!

Sou alvinegro da Vila Belmiro
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso
De minhas lágrimas e emoção
Sua bandeira no mastro é a história
De um passado e um presente só de glórias
Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter
No Santos pratica-se o esporte
Com dignidade e com fervor
Seja qual for a sua sorte
De vencido ou vencedor
Com técnica e disciplina
Dando o sangue com amor
Pela bandeira que ensina
Lutar com fé e com ardor

terça-feira, 1 de julho de 2008

Nota zero para a PM

Sobre o jogo do último sábado, o Santos melhorou, mas ainda há muito que fazer. A zaga ainda está mal-posicionada e não me agradou o Wesley jogando no meio-campo. Ele dribla bem, mas dribla de lado e por diversas vezes não enxergou gente descendo livre pelas laterais. No entanto, cruzou bem quando desceu ele mesmo pelas pontas.

Kléber anda estranho, errando passes e cruzamentos, o que não é do seu feitio. Kléber Pereira está recuado demais e Lima titular não dá.

O jogo melhorou no segundo tempo com a saída dele e entrada do Molina e depois com a entrada do Thiago Luis. O menino mandou bem, só precisa ser menos fominha. Deu bons chutes a gol, mas tentava chutar toda e qualquer bola, incluindo aquelas que deveriam ser cruzadas. Mas isso é fácil de corrigir, basta um puxãozinho de orelha.

Achei Apodí meio sem ritmo de jogo em sua estréia. Fica difícil, portanto, dar uma opinião agora. Os destaques foram Fábio Costa, que mais uma vez salvou o Santos – é o melhor goleiro do Brasil – e Adriano, que marcou muito bem e soube sair com a bola.

Nota zero mesmo ficou com a PM. Mesmo antes do início da partida os policiais davam pinta de que queriam pancadaria. E começou com um deles virando o isopor de um tiozinho que vendia cerveja. Ok, não pode vender cerveja ali. Mostra a farda e pede pra sair de maneira educada. Odeio esse abuso de poder, sério. A maneira como os policiais falavam conosco causava medo, não sentimento de proteção.

Tinha muito santista. Certeza que foram vendidos muito mais ingressos que os 5 mil permitidos pelo Contru para a partida. E gente apinhada é barril de pólvora. Ainda mais quando tudo o que separa os torcedores rivais é uma cordinha e meia dúzia de PMs “sangue nos zóio”. Os seis portugas que acham que a Lusa é time grande colaram na cordinha próxima à Sangue e começaram a provocar. Qual seria o papel da PM? Afastar os caras, correto? Mas não, os policiais nem se mexeram. Queriam mesmo era ver o circo pegando fogo.

E quando pegou sobrou borrachada. Os policiais continuaram cacetando mesmo com a confusão já controlada. Não à toa vi nego sendo preso com a cabeça jorrando sangue. Agora me diz: por mais que o cara esteja agindo da maneira errada e mereça ser preso, o que justifica tanta violência? Afinal, ele tinha punhos e o policial cacetete.

A PM, aliás, é tão despreparada que armou confusão em meio a crianças e idosos. E toda confusão gera corre-corre, no qual essas pessoas são as mais frágeis.

No fim da partida, quando praticamente todos já tinham ido embora e apenas alguns membros da Jovem deixavam a arquibancada, novo furdunço. No mínimo provocado por policial querendo bater mais porque não havia razão para problemas naquele momento. Família no meio, criança... Meu irmão, Will, Denis e eu escapamos porque percebi que todos iam correr para os portões e disse para corrermos para o lado contrário. Foi o melhor mesmo naquela hora. Era nítido que aqueles PMs enxergavam em todos nós, sem exceção, maloqueiros, vagabundos, baderneiros. É como se todo torcedor de futebol fosse um ser mau, com vontade intrínseca de perturbar a paz.

Agora, sem querer chover no molhado, se o MT tivesse mandado esse jogo no Pacaembu duvido que haveria tantos problemas...